segunda-feira, 31 de março de 2008

Mais uma postagem inútil para início de coleção.
Eu não sei aproveitar meu tempo. Não me refiro à rotina, mas ao tempo que sobra pra eu ir ao banheiro, por exemplo. Um outro exemplo é atualizar perfil de orkut (isso é bastante proveitável - não).
[Não, não tenho coisa pior pra postar]

about me:
Um zumbi (Rain Naggeau) em forma de bolo fecal, que ama espirrar e arrancar pele morta, depois de se queimar ao Sol.

Eu não acho que a vida devia ser do jeito que é. Primeiramente: não devia estar aqui. Em segundo lugar, eu queria ter algum distúrbio pra esquecer tudo que passou, passa e passará.
Tenho muita raiva por pensar em algo inexistente e por não conseguir me adaptar com a rotina. Tenho muita raiva de pessoas.
Muita raiva de minhas reações diante disso.
Não soluciono, não faço diferença.
Gosto de ter reclamações e adoro dizê-las quando não suporto mais segurá-las. Elas estão livres no momento que você permite deixá-las no ápice de euforia. Você reclama por eu ter reclamações? Não reclame disso. Você pediu.
Talvez eu seja, além das descrições do primeiro período, uma idiota que acaba segurando tudo que não devia.
Quando cair cobras e escorpiões em sua cabeça, aprenda a domesticá-los. Você pediu.
Quando suspeitar que a imitação já não tem graça, procure por girinos. Você pediu.
Quando achar que isso não faz sentido para sua existência repugnante, mate-se. Você pediu.

Porventura, nesse momento, você, pobre leitor desse ninho de vermes que infiltram em suas narinas e ludibriam de sua massa encefálica, acaba de lançar pela boca todo o conteúdo gástrico restante. Aconselho pegar um balde para não ter o trabalho de limpar o chão depois dessa tortura.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Oi.

Argh. Pois bem.
Mais teimosia, mais um blog, mais perda de tempo (como se eu tivesse muito a perder), por mais que isso irrite e canse.


(...)
E depois disso tudo eu acordo com dor de cabeça, tenho preguiça de abrir os olhos. Abro-os como se sentisse obrigada. Olho para as paredes brancas em volta. Com sono, insisto em levantar do sofá e abro a porta de vidro. Vejo um lago, como de costume, refletindo todo o céu cinzento e toda a luz do Sol que saiu de uma fresta de nuvem.
A noite não chegou. O vento, agora, parece um pouco mais forte, o céu dá sinal de temporal. Sinto gotas no meu braço e passo a mão para secá-las, fingindo não saber que isso não adiantaria, pois já não pára de chuviscar. Parece continuar assim por algum tempo. Não ouço barulho de pássaros, de folhas, só de chuva fina e calma, mas o silêncio me ensurdece.
A noite ainda não chega. Faz frio e pego meu moletom que esqueci no braço do sofá. Vou à cozinha e começo a esquentar água pro chá. Enquanto espero, vou à sala novamente, e pego meu chinelo. Minha mente fica tão vazia nessa hora que, eu creio, só penso em fazer ações contínuas e momentâneas. Não tenho pressa e acabo sentando num banquinho perto da porta, vendo a chuva. A água ferveu e termino de fazer meu chá. E todos os pensamentos ruins passam na minha cabeça, a cada gole, como se fossem flashes. É ruim lembrar-se de coisas boas em momentos em que fazem lembrar que nunca se passou algo de bom na vida. O fato de, apenas, “viver” me incomoda. Reclamo da vida cotidiana dos meros indivíduos que, infelizmente, estão ao meu redor, mas a minha (se é que pode ser chamada assim, pois não sei se realmente tenho) não anda bem (se é que ela anda). Sem perceber minhas ações involuntárias, deparo-me em frente à porta aberta de vidro. A chuva é quase imperceptível. O vento, agora, faz barulho e sinto meus pés frios por esquecer, propositalmente, meu par de chinelos na cozinha. Não ligo mais pra isso. É paradoxal: tudo parece tão branco e claro por fora, mas é como se pudesse sentir tudo tão nublado e cinzento por dentro.
A noite parece não querer chegar. O chá não me importa mais. O lago é apenas fruto daquilo que não quero sentir, mas quero ver. É meio estranho ficar sozinha onde é tão bonito. As árvores, de longe, balançam e sinto medo. Medo de não saber o que é, medo de não saber o que está, exatamente, na minha frente, porque não tenho certeza se é mais um sonho de que você levanta de onde estava dormindo. E o pior é que não se sabe de onde vem tanto ódio do céu por querer começar a chuva de novo, e dessa vez mais forte. Os pensamentos ruins continuam, é claro; eles não podem parar, ainda mais com um tempo tão favorável a eles. Não quero saber se preciso fazer tal coisa pelo fato de amanhã ser tal dia, é que eu só quero pensar o que podia ser pior que isso. A solução pra isso é ficar olhando isso acontecer; ficar exatamente onde estou sem fazer algo significativo pra mudar. Aí vem aquela sensação de que não preciso me importar com o que acontece depois, porque não o terá.
A noite não chegará.